Fonoaudióloga da Hear Clean sorrindo, com a mão sobre um modelo anatômico do ouvido
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Perda auditiva: tipos, graus e tratamento

Entenda o que está acontecendo com a sua audição e qual é o próximo passo.

A perda auditiva é a diminuição da capacidade de ouvir. Ela pode ser leve, a ponto de só atrapalhar a conversa em lugares barulhentos, ou tão grande que a pessoa não ouve nem a voz alta. A audiometria mostra o tipo e o grau da perda, e com isso a fonoaudióloga indica o tratamento.

Sinais de perda auditiva

Toque nos que acontecem com você.

Perder a audição de repente, em um ouvido, é urgência: procure o otorrinolaringologista no mesmo dia.

Tipos de perda auditiva

O tipo diz em que parte do ouvido está o problema.

O problema está na passagem do som, na orelha externa ou na média.

Ilustração da orelha em corte: a orelha externa e o canal do ouvido, o tímpano, os ossinhos da orelha média, a cóclea e o nervo da audição
  1. Canal do ouvido
  2. Tímpano
  3. Ossinhos da audição
  4. Cóclea
  5. Nervo da audição
Ilustração, fora de escala. Em destaque, a parte do ouvido onde está o problema.

Toque em cada tipo para ver onde está o problema.

Tipos de perda auditiva e o que cada um significa
TipoO que é
O som não passa bem pela orelha externa ou pela orelha média. Causas comuns: cera acumulada, otite, líquido atrás do tímpano, perfuração do tímpano e otosclerose. Muitas vezes tem tratamento médico.
Também chamada de sensorioneural. O problema está no ouvido interno ou no nervo da audição. Causas comuns: o envelhecimento, o barulho, fatores genéticos, algumas infecções e alguns remédios. Em geral é permanente, e o aparelho auditivo devolve o acesso aos sons.
Junta as duas: uma parte na passagem do som e outra no ouvido interno.

A audiometria separa um tipo do outro. Quando você ouve os tons pelo vibrador atrás da orelha bem melhor do que pelo fone, o problema está na passagem do som. Veja como é feito o exame.

Graus de perda auditiva

O grau diz o tamanho da perda. A Organização Mundial da Saúde classifica assim, pela média de algumas frequências do audiograma.

Leve

20 a menos de 35 dB. Não tem dificuldade com a conversa, mas pode ter no barulho.

0 20 40 60 80 100 120 Normal Leve Moderada Mod. severa Severa Profunda Completa 250 500 1k 2k 4k 8k Frequência (Hz): do grave ao agudo Intensidade (dB) 0 20 40 60 80 100 120 Normal Leve Moderada Mod. severa Severa Profunda Completa 250 500 1k 2k 4k 8k Frequência (Hz): do grave ao agudo Intensidade (dB)
  • Ouvido direito
  • Ouvido esquerdo
Faixas de grau da Organização Mundial da Saúde (2021), pela média de 500, 1.000, 2.000 e 4.000 Hz no ouvido que ouve melhor. Os círculos e os X são um exemplo de cada grau, não o exame de um paciente.

Toque em cada grau para ver onde ele fica no gráfico.

Graus de perda auditiva da OMS (2021) e como a pessoa ouve em ambiente silencioso
GrauMédia e, em silêncio, a pessoa
menos de 20 dBNão tem dificuldade para ouvir sons.
20 a menos de 35 dBNão tem dificuldade com a conversa, mas pode ter no barulho.
35 a menos de 50 dBPode ter dificuldade para ouvir a conversa.
50 a menos de 65 dBTem dificuldade para acompanhar a conversa, mas ouve a voz alta.
65 a menos de 80 dBNão ouve a maior parte da conversa e tem dificuldade até com voz alta.
80 a menos de 95 dBTem extrema dificuldade para ouvir mesmo a voz alta.
95 dB ou maisNão ouve a conversa nem a maioria dos sons do ambiente.

Há outras classificações, e o mesmo exame pode receber graus diferentes em cada uma. Por isso o Conselho Federal de Fonoaudiologia orienta que o laudo informe qual classificação foi usada.

Perda auditiva tem cura?

Depende do tipo. A perda condutiva muitas vezes melhora com o tratamento médico, como a retirada da cera pelo otorrino ou o tratamento de uma otite.

A neurossensorial, na maioria das vezes, é permanente. Nesses casos, o aparelho auditivo devolve o acesso aos sons. Quando a perda é severa ou profunda e o aparelho não basta, o otorrino avalia o implante coclear.

Por que não deixar para depois

Ouvir menos cansa: a conversa exige mais esforço, e muita gente passa a evitar encontros.

A comissão da revista The Lancet sobre demência, de 2024, inclui a perda auditiva entre os 14 fatores de risco que podem ser modificados.

Como é o tratamento na Hear Clean

  1. Avaliação auditiva gratuita: conversa com a fonoaudióloga e audiometria completa na sala acústica.

  2. Imitanciometria para completar o laudo, quando você decide começar o tratamento. Ela já está incluída.

  3. Escolha do aparelho: modelos de demonstração na consulta e teste em casa, quando o caso permite.

  4. Adaptação e revisões com a mesma equipe.

Veja como funciona na página de aparelhos auditivos.

Fonoaudióloga da Hear Clean explicando algo a uma paciente, na mesa do consultório

O que dizem os pacientes

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Nota média no perfil da Hear Clean Clínica Auditiva, em Copacabana.

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Perguntas frequentes

Perda auditiva leve precisa de aparelho?

Depende de quanto ela atrapalha o seu dia a dia. A fonoaudióloga avalia o resultado junto com o que você conta.

E a perda em um ouvido só?

Merece atenção. Quando aparece de repente, é urgência médica. Quando é antiga, também tem tratamento.

Fone de ouvido causa perda auditiva?

Som alto por muito tempo pode causar perda neurossensorial permanente, com fone ou sem. A Organização Mundial da Saúde recomenda manter o volume baixo e fazer pausas.

Qual exame mostra a perda auditiva?

A audiometria. Veja como é feito o exame.

Avaliação da perda auditiva em Copacabana

A Hear Clean fica na Rua Santa Clara, 70, sala 1008, em Copacabana, e atende de segunda a sexta, das 9h às 18h. A avaliação auditiva é gratuita e não precisa de pedido médico.

Telefone: (21) 2547-7443 · Como chegar

Fonoaudióloga da Hear Clean sorrindo, com um aparelho auditivo na mão

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com médico otorrinolaringologista e fonoaudiólogo.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. World report on hearing, 2021. OMS
  2. Organização Mundial da Saúde. Deafness and hearing loss (página informativa). OMS
  3. Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia. Guia de orientação na avaliação audiológica, 2ª ed., 2023. PDF
  4. Livingston G et al. Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission. The Lancet, 2024. PubMed
  5. Chandrasekhar SS et al. Clinical practice guideline: sudden hearing loss (update). Otolaryngology-Head and Neck Surgery, 2019. PubMed
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